Não foi fácil chegar no Centro de Convenções. Com a chuva que caía desde a manhã, a Região Metropolitana do Recife ficou debaixo d'água. Ruas alagadas, chuva e falta de táxi foram alguns dos percalços que os fãs de Ivete Sangalo e Jennifer Lopez tiveram que enfrentar. Houve atraso. O show da baiana começou às 20h45, mesmo marcado para às 20h.
A pista nem de longe está cheia - os cambistas vendem o ingresso por R$10, quando custava até ontem R$180 nas bilheterias. De branco da cabeça aos pés, com uma percussão fortíssima e bailarinos também em clima de ano novo, Ivete Sangalo mostrou no palco aquilo que todo mundo já esperava: uma força da natureza capaz de competir com a chuva.
No palco, Ivete Sangalo não desanimou com a chuva. Na pista, o público também não, até porque não tinha muita escolha, já que a área não era coberta. Só tinha abrigo quem comprou camarote. E esses iam e vinham da pista para o camarote de acordo com a instensidade da chuva.
Ivete passeou por músicas de Tim Maia com a mesma desevoltura que cantou o funk "um tapinha não doi". Foi de músicas mais antigas da sua carreira, como Me abraça e me beija e Flores, até A base do beijo e Dalila. Para se ter uma ideia do poder de Ivete, ela convenceu até quando cantou Poeira enquanto o público tentava se desviar das poças de água.
No final do show, Ivete, sentada no piano, ainda arriscou uma versão de Easy, famosa com o Faith no more. "Já está na hora de eu ir embora... time to go, time to go... O combinado é 1h30 de cada uma... ela é prima minha de terceiro grau", disse, falando de Jennifer Lopez. "Orgulho enorme de ser pernambucana", disse, antes da última música, Arerê. Foi embora do palco debaixo de muitos aplausos. E de mais chuva ainda.
