Triumph lança calcinhas de Ivete Sangalo e tenta subir vendas em 20%


A marca de lingerie Triumph lança neste mês uma coleção de calcinhas, sutiãs e camisolas que levam o nome da cantora Ivete Sangalo. Com o lançamento, a empresa espera que as vendas subam em torno de 20% no país, segundo a diretora de marketing, Renata Altenfelder. 

Presente em mais de 120 países, a Triumph International tem o Brasil como principal mercado na América Latina, que representa hoje em torno de 5% da divisão internacional do grupo. 

“Nos próximos cinco anos, a Triumph América Latina pretende chegar a 20%, 25% do grupo”, afirma Renata. No Brasil, a empresa opera as marcas Triumph e Sloggi. 

Mercado 
Segundo o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), o mercado brasileiro de roupas íntimas deve fechar o ano com alta de 3% no volume de peças vendidas. O vestuário como um todo tem perspectiva de crescimento em torno de 4% em 2012. 

De acordo com o instituto, o crescimento das vendas de roupas íntimas deve ser sustentado pelas importações, já que há perspectivas de recuo de 2,5% no volume de peças produzidas dentro do país. 

Tivemos um desaquecimento no final do ano passado e isso só começou a se reverter agora”, afirma Marcelo Prado, diretor do instituto.



Celebridades 
puxam vendas Para dar um empurrão nas vendas, marcas como a Triumph recorrem às celebridades. 

Segundo Prado, a parceria das marcas com famosos como Ivete ajuda a atrair a atenção das classes B e C, que concentram 57% dos consumidores de roupas íntimas femininas. 

“Isso estimula as pessoas que gostam dessas celebridades, conhecidas nacionalmente, a consumirem. Isso sempre funcionou.” 

"Concorrência" com fogão e geladeira 
Para o diretor do IEMI, o baixo crescimento do varejo está ligado aos cortes de impostos de bens duráveis promovidos pelo governo para estimular a economia do país. 

“Esses incentivos tiraram em parte a atração do consumo dos produtos que não tiveram incentivos. As pessoas estão consumindo mais móveis, fogão e geladeira”. 

Com a proximidade das festas de final de ano, porém, as empresas devem ter suas vendas novamente impulsionadas, prevê o instituto. “80% dos presentes são de uso pessoal, e é uma época que a atenção se volta para o setor de vestuário”, diz Prado.

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