DIÁRIO_ Por que escolheu São Paulo para abrir a turnê?
IVETE_ São Paulo é maravilhosa. Eu tenho uma história com essa cidade que é sensacional. Eu tenho, confesso, essa tradição de fazer show na Bahia. Isso continua, mas esse ano quis fazer diferente. Lá, eu vou fazer um show filantrópico, para ajudar umas instituições que eu colaboro. E como Bahia ama São Paulo está tudo certo. Vou começar por aqui. Se bem que não é começar, não. Afinal, que dia parou, né bicha?
Pois é. E nesse ritmo frenético qual o maior sonho para 2013?
Quero estourar todas as músicas do meu novo disco. Esse é o maior sonho.
Mas também quer ir para o cinema, não é?
Espalha aí para o pessoal me convidar! Eu quero muito, mas vou me preparar. Depois do lançamento do disco eu quero me dedicar. Eu vou estudar mesmo. Eu fiz algumas coisas, leitura de texto, mas depois de “Gabriela” eu compreendi que quem quer fazer direito tem de ter um lastro. Em campo, você sente uma carência. Eu, por exemplo, tive de lidar com momentos de solidão para não ferir a capacidade de outros atores e atrizes. Tive professor, sentando e conversando. Então, tomei gosto pela coisa. Quero fazer cinema, mas que não seja associada a minha vida de cantora. Isso é tendencioso e natural, mas quero ter uma postura de atriz de cinema. Gostaria de algo bem como Machadão, bem distante da minha personalidade.
Mas vocês não tinham nada em comum?
O que tínhamos em comum era aquela força para não sofrer e não cair do cavalo. Mas eu ficava arrasada no final das cenas dela brigando com as quengas.
Então, Ivete seria amiga das quengas?
Meu amor, eu sou né? Eu sempre serei! Afinal de contas, né? Vivendo e aprendendo, né? Mas não vai colocar isso no título, por favor.
E você não para nem com essa lesão no pé?
Pois é, menina. Eu tive uma lesão. Não foi grave. Tanto que nem vai ter de operar, mas para a atividade que eu exerço é pior. Eu não conseguiria ficar 20 dias com o pé para cima, nunca! Eu estou fazendo fisioterapia também. A fratura no osso já está consolidada, mas tem esses meninos, esses tais de ligamentos, que afrouxaram. Então, para eles se recompor é difícil. A bota é preventivo. Mas vamos lá!
Mas mudou o ritmo de apresentação por causa disso?
Se o ritmo mudou? Deus do céu! Mudou nada!
E com tanta animação já dá para pensar no próximo filho para 2013?
Ah minha filha. Esse filho é para quando ele quiser vir. Afinal, a gente não para (risos).
