Na Bahia,ia,ia/ Na Bahia,ia, ia/Na Bahia/Todo mundo na Bahia
Coletiva de Imprensa Ivete Sangalo 'Todo o mundo na Bahia'
Dia: 31 de Janeiro de 2012 (Terça-feira)
Local: Zank Boutique Hotel (Bairro: Rio Vermelho. Salvador/BA)
Horário para imprensa chegar: 10h
A artista chegou: 11h20
Antes: parou para receber os fãs na porta
A cantora já chegou dizendo: "Não batam foto ainda não, para não aparecer a calçola. Eu estou de shortinho preto por baixo do vestido, não vão pegar nada. E depois o que tem aqui embaixo a maioria sabe o que é", arrancando risos da plateia.
1º pergunta respondida com muita sinceridade e simplicidade da musa: "Por que não fazer um carnaval para o povão, sem corda? ". A resposta: "Não me ocorreu. Um dia a gente faz, ou não. Eu sou uma cantora que, tradicionalmente, toco em bloco".
Surpresas: "É difícil você criar surpresas todo carnaval, é muito complicado. O carnaval de Salvador é muito visitado, extremamente visitado. Vou sair cinco dias no trio, como sempre faço. Novidade e surpresa no carnaval é na hora! O artista bate ali no trio e sobe pra cantar. O Carnaval de Salvador é muito democrático. Todos os artistas que eu conheço e encontro por ai eu convido para vir ao carnaval de Salvador, nacionais e internacionais, se eles vêm ou não vêm eu não sei dar a resposta. Se vier uma grande ideia para gravar num lugar maravilhoso, se vier um disco, será maravilhoso, mas não é obrigação. Ter grandes projetos pode virar uma psicose O lado bom é isso, a gente sabe que vai acontecer surpresas maravilhosas, para mim ou para todos os artistas"
Convidados: "Não estou sabendo dessa história de Jennifer Lopez vir passar o carnaval. Recebemos o contato do cantor Pittbul (rapper). É possível que ele venha para o Carnaval de Salvador, é o único contato que estamos fazendo, ele conhece meu trabalho e acha que a minha música tem uma força de popularizar o trabalho dele. Será muito bem vindo. É como eu falei, eu vou convidando os artistas, mas é dificil passar para eles o que é o carnaval de Salvador, mas só vai saber o que é, se vier e subir num trio elétrico. Repare, todos os artistas que vem para o carnaval da Bahia não conseguem deixar de ir".
"A Shakira ficou louca com País tropical, quando eu mostrei para ela, mas é complicado mostrar pelo Youtube. 'Como é que funciona esse negócio? Você canta seis horas? Não é possível', Shakira falou. Para os artistas absorverem isso e conseguirem vir, é complicado. Tem uns maneirismos artísticos que nao cabem no carnaval de Salvador. Você vai ter que chegar de carro no meio da multidão. Se você não consegue absorver isso de maneira tranquila, não vai conseguir.
Camarote QUEM Ivete Sangalo: "O tema será a Ilhéus de Jorge Amado. Teremos muito mais espaço esse ano para fazer uma coisa linda. Vamos fazer artes, temas diferentes. O camarote está maior, então a ideia mesmo é Jorge Amado. Vou cantar músicas que se relacionam com a história dele. O meu tema do carnaval é todo mundo na Bahia e Jorge é da Bahia. A visita (ao camarote) pode acontecer todos os dias, como pode acontecer apenas um dia, mas eu vou sim passar no meu camarote"
Exibida: "Quando estou em cima do trio, me responsabilizo só até um determinado momento. Depois, fico doida, exibida. Se eu me exibir mais, vão me prender. Eu gosto de me exibir muito, eu tenho isso na personalidade, desde pequena eu sou assim, gosto de falar muito. E meu trabalho é um prato cheio para isso: No palco, toda brilhosa, gente me esperando para ver eu falar, além de cantar eu faço meu talk show. O show tem duas horas e mais uma hora de conversa mole. Se eu pudesse bater papo no show o tempo que eu quero... no Carnaval então, que a gente tem tempo para se exibir, aí é que eu me 'amostro' mesmo, é, aqui fala se 'amostrar'.Trio elétrico: “Meu objetivo esse ano não é trazer inovações físicas para o trio, mas revolução sonora. Ele será o Demolidor Y mesmo e virá com muito som. Cada tentativa de fazer do trio um cenário diferenciado, piora o som. Ele é um trio visualmente limpo, mas com uma potência que sai de baixo, um som impecável, que é a real função dele. Por isso, eu não trago nenhuma inovação, vai continuar sendo o Demolidor como vocês conhecem"
Revitalização do circuito do carnaval: "Eu entendo muito pouco da logística da festa. Adoro cantar no Campo Grande e na Barra. Sei que existe o circuito do Pelourinho, eu nunca fui, sei que é bem tradicional. Eu puxo bloco de Carnaval e não vou sair do Campo Grande. Não me ocorreu fazer nada esse ano. É tão estranho falar de revitalização. Eu acho tão lindo os prédios próximos dos trios, o relógio de São Pedro, a Carlos Gomes, tem tanta poesia ali. Quando eu subo no trio e eu vejo o povo ali comparecendo, pulando, se divertindo, eu não entendo porque falam em revitalização. Tá todo mundo ali, que eu penso: 'tá tudo ok'. Se precisa mesmo revitalizar, eu acho válido, mas temos que ver no aspecto do público, se tem a necessidade de expandir, a gente tem que ver se não vai migrar muito, porque a concentração da festa, essa loucurinha, faz a festa ser como ela é.
"Quanto as regras de tempo no circuito, que agora não podem ultrapassar 6 horas...eu adoro regras, tem que existir.Não é porque eu tenho tantos anos de carreira que eu tenho que ficar mais tempo na avenida. Todos devem ter o mesmo tempo, é o justo."
Crítica: Questionada sobre o desabafo de Ricardo Chaves, que afirmou que o carnaval de Salvador perdeu o foco e, hoje, os artistas já não se preocupam em entreter o folião, e sim, à imprensa. Ivete disse: "Respeito a opinião de Ricardo Chaves. Uma coisa não dispensa a outra. Eu acho que a gente faz o Carnaval para o folião, no meu caso eu faço para o folião, porque eu gosto de fazer isso aqui. Olha, mas eu adoro me exibir também, fazer uma foto linda, adoro mostrar o trio para que a pessoa que está em casa, veja o espetáculo, é importante para a gente, mas faço o carnaval para os meus foliões. Eu transito pelos dois caminhos: me dedicar muito ao folião e aparecer linda! Imagine se a gente passar batido? Ia ser só uma festinha. Não podemos deixar passar batido. Eu acho que quando Ricardo coloca a falta de interesse no folião, é de uma forma mais generalizada, mas ele sabe da importância da mídia para nosso trabalho. Eu acho que ele colocou que não pode ser só voltado para a mídia. Mas eu entendo a preocupação dele."
Figurino: "Todo lugar que eu vou, eu vejo Salvador e não consigo me desvencilhar da imagem da cidade. Eu tentei traduzir isso para a moda, as referências são os tecidos, japoneses, asiáticos, do México, Peru. Apostamos em um figurino com bastante volume, além de uma mistura de estampas e tecidos com o objetivo de montar uma fantasia com a personalidade bem baiana, mas com um tecido e algumas amarrações desses lugares que eu conheci. Para ter uma historinha para contar, senão eu ia vir vestida de passarinho de novo".
Os figurinos são assinados pela styling Patrícia Zuffa. "A gente buscou essa etnia pelo mundo. Então, tem um pouco de cada lugar nos figurinos. Não é nada óbvio. Terá uma mistura de inspirações e motivos de diversas culturas e locais visitados, misturados em um só look", diz a estilista.
Música de trabalho: “Será Qui Belê, mas é difícil pontuar um único hit como o melhor. O Carnaval não é uma festa de uma única canção. Todos os artistas, locais, nacionais e internacionais juntos é que fazem a força dessa grande festa. Eu adoro a música de Tomate, tem a do Chiclete com Banana que também é legal. Mas acho que todo mundo tem que brilhar."
Pagode: "Eu sempre fui apaixonada pelo pagode, mas não necessariamente ter que gravar, acho tão gostoso aproveitar esse segmento sem ter que gravar. Eu já tentei gravar uns formatos do Tchan, mas os caras sabem fazer melhor. Prefiro pegar o que eles já fizeram e revelar nos meus shows. Isso é bom para mim, que posso desfrutar desse segmento que eu adoro e para os meninos do pagode também".
"Eu fico atenta aos movimentos populares porque eu gosto do que é popular, meus ouvidos estão atentos a isso. Eu tenho a sorte de morar perto da comunidade da Gamboa, eles são meus amigos e estão sempre me dizendo 'Oh, toque esta aqui'. Eu ouço coisas que às vezes eu nem ouço em rádio e o pessoal me mostra, mas também eu adoro ouvir rádio para ouvir o que está rolando, por respeito ao público. Principalmente nesse comprometimento que eu tenho com o público, para tocar o que eles gostam. No trio não é só a gente. Nós fazemos bailão, tocamos Michel Teló (que o povo adora), a música de Ricardo, Chiclete, Pittbull... Canto música de todo mundo! Acho que o grande barato da Bahia sempre foi isso, os artistas mutuamente se prestigiando. As pessoas estão sempre atentas ao meu trabalho, acho que nada mais justo eu ficar atenta ao deles".
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| O cantor do grupo Saiddy Bamba, Alex Max, participou um pouco da coletiva de imprensa da cantora |
Playback: "Playback para mim só se fosse uma circunstância de emergência. Do ponto de vista artístico, fazer playback, é um truque consigo mesmo. É uma coisa que só se justifica para salvar o público ou o artista de algum constrangimento, algo fora do normal. Se eu cantasse playback, seria uma artista completamente frustrada. Poderia ganhar dinheiro, fazer sucesso, mas na hora de deitar na cama, seria uma grande decepção para mim. Eu prefiro cantar de verdade".
As Brasileiras: "Eu pensei exatamente isso. Você não pode apenas se exibir, tem que fazer valer esse convite. Daniel filho me falou 'você é atriz, vem para o Rio gravar' e eu só falava para ele ficar calmo, pois eu me senti envergonhada e olha que fico muito pouco assim. Eu me lembro como hoje falando para o espelho 'vá, faça seu negócio, faça direito', a minha preocupação era não me exibir tanto, porque ali tinha que fazer direito e eu fiz direito. Acho que por isso eu senti um gosto de quero mais, foi a primeira protagonista que eu fiz na vida. Espero que vocês gostem, tem um quezinho meu, mas eu sou bem diferente da personagem, ela é toda desastrada. Vou ver sozinha, trancada no quarto. A primeira crítica que vier eu me mato."
Projetos: "No Beco de Gal", brincou Ivete. "Não sei, pois é tudo resolvido quando se está pensando em gravar um DVD, se vier uma grande ideia para gravar num lugar maravilhoso, se vier um disco, será maravilhoso, mas não é obrigação. Ter grandes projetos pode virar uma psicose, e, no momento, só penso em divulgar a turnê do Madison Square Garden."
Marcelinho Sangalo: "Ano passado, o trio da Carla Perez estava passando em frente de casa e ele, ainda pequenininho foi com o pai anonimamente, o pai desceu com ele pra ver Carla Perez e foi até o Campo Grande e ele (Marcelo) amarradão nas cores, nas bolas, olhando Carla Perez cantando. Mas eu nunca levei ele pra uma empreitada dessa por causa da potência do som, é muito som pra ele, muito barulho e eu acho ele muito novo para ficar exposto a isso. Aliás, quero fazer um apelo para que não levem crianças. É desesperador ver crianças de colo expostas a tudo quanto é tipo de coisa no carnaval, é traumatizante para elas. Então, eu peço que as mães busquem um lugar adequado para curtir a folia com seus filhos, longe das cordas e da confusão."
Obs.: Marcelo, filho da cantora, foi ao bloco com trio próprio para criança, que tem os decibéis controlados, como o Algodão Doce de Carla Perez.
"Eu confesso para vocês, hoje eu componho muito mais para crianças do que para adultos. Ainda mais que Marcelo hoje é uma fonte real de inspiraçao para mim. Eles falam coisas inusitadas e eles tem um poder de assimilação absurdo, é muito legal. Então, eu quero fazer uma coisa especial, eu estou desenvolvendo um projeto de televisão do (CD) A Casa Amarela e vai sair o A Casa Amarela 2. Estou formulando ainda, mas nao é uma coisa para amanhã. Eu vou fazer aos poucos e com muito carinho."
Férias: "Quando eu subo no trio, eu fico seis, sete horas cantando mesmo, dançando mesmo, não é uma coisa que eu consiga fingir. A gente tenta, faz uma estratégia de atleta mesmo. Na sexta-feira vou aproveitar para dar uma repousada, uma descansada em casa. O ritmo é muito pesado. Pretendo pegar alguns dias de férias e viajar com a família, vou sem lenço, nem documento. Vou colocar umas fotos bem sensuais no Twitter”, brincou.






